DÍZIMO –  Dimensão Religiosa

 

        Na Igreja Católica, temos a pastoral do dízimo, um serviço que tem como papel principal conscientizar cada participante da sua responsabilidade para com a sua Igreja e com a sua Comunidade, levando-a a refletir e organizar as contribuições, fazendo com que cada um se torne um cristão responsável comunitariamente.

O dízimo é uma expressão de gratidão a Deus por tudo o que recebemos.

       É uma contribuição voluntária, regular, periódica e proporcional aos rendimentos recebidos, que todo batizado deve assumir como sua obrigação em relação à manutenção da vida da Igreja. Apesar de termos várias citações bíblicas sobre o dízimo, a Igreja Católica não obriga os seus fiéis a serem dizimistas; portanto, o dízimo não é obrigatório. É sinal de amor, de fé, de partilha e de comprometimento com a sua comunidade.

Se o dízimo não é obrigatório, por que devo ser dizimista?

        Porque todo cristão, vivendo como família do povo de Deus, sendo dizimista, demonstra sua corresponsabilidade pela vida e pela manutenção da Igreja. O valor fica a critério do dizimista, como está escrito na bíblia: “Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria” (2 Cor 9,7).

        Aliás, aqui vai uma curiosidade, as paróquias tem o costume de fazer uma grande festa no dia do padroeiro para arrecadar fundos para pagar as contas, foi assim que as festas Juninas e Julinas ficaram famosas no país. Graças ao nosso Bom Deus e à rigorosa administração do dízimo, que é realizada por leigos paroquianos que compõem o CEP (Conselho Econômico Paroquial) e que buscam junto ao nosso pároco o controle e a redução das despesas, nossa comunidade consegue liberar os valores arrecadados na Festa dos Padroeiros e destiná-los, em sua totalidade, para a Creche Boa Esperança

O que a igreja faz com o dinheiro?

A igreja é transparente quanto ao que recebe, se você é dizimista e deseja obter informações sobre a administração do dízimo, procure saber no balcão do dízimo, nas missas dominicais ou na secretaria paroquial e peça a restação de contas do mês passado. O responsável na secretaria irá te apresentar o balancete da paróquia. As despesas são divididas em dimensões. Por exemplo:

DIMENSÃO RELIGIOSA agrega despesas com pessoal (salários), indenizações trabalhistas, INSS, FGTS, valetransporte, rescisões, honorários profissionais, assistência informática, conservação da igreja, do salão aroquial, limpeza, pagamento de energia elétrica, água/esgoto, conta telefônica, material de higiene e limpeza, seguros, materiais litúrgicos.

Todas as despesas são codificadas e lançadas uma a uma, pois buscam ao máximo evitar o uso de código “outras despesas”.

Como explicamos, o dinheiro é administrado por membros do conselho econômico e cada comunidade tem o seu tesoureiro e vice-tesoureiro. Em nossa comunidade não é diferente, eles são indicados e eleitos pelos coordenadores de cada pastoral, grupos e movimentos da comunidade, em uma reunião do CPP (Conselho Paroquial de Pastorais). Normalmente eles ficam na função por dois anos e depois são trocados ou não. É um trabalho voluntário e de grande responsabilidade, a pessoa desta função é anônima, ou seja, as pessoas não sabem quem é que administra o dinheiro por questões de segurança. Pode parecer estranho, mas

infelizmente temos casos de tesoureiros de paróquias sequestrados por conta disso, inclusive aqui na comunidade já fomos alvo de assaltos.

Seja dizimista, seja também voluntário na Pastoral do Dízimo em nossa comunidade, que, de fato, é uma Comunidade de Amor e de Ação. 

PASCOM – Pastoral da Comunicação